Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Oriente Médio – Um emaranhado de povos, culturas e divisões


Para entendermos o Oriente Médio é necessário voltarmos a sua história, ou seja, pelo menos há 5 mil anos atrás.

O Oriente Médio encontra-se geograficamente em uma “confluência” de três continentes – Ásia, África e Europa -, o Oriente Médio sempre foi uma região de passagem e acabou sofrendo múltiplas influências. Desde a Antiguidade, sucederam-se na região de civilizações e culturas muito diversas, influências étnicas bastante variadas e sistemas políticos bem diferenciados.

Como consequência disso, a região transformou-se num verdadeiro mosaico de povos.

A simbologia do passado é tão forte e presente que continua viva, e as disputas nacionais acabam tendo caráter religioso.

É uma area á qual muitos se referem como conturbada, ou até mesmo utilizam a expressão: “Barril de pólvora”, com um estopim prestes a explodir.

O fato é que, devido a tantas influências ao longo do tempo e a forte presença das tradições, uma verdadeira mistura entre religião e política, passado e presente faz com que se torne uma área complicada de se entender.

Alguns especialistas atribuem o problema do Oriente Médio ao Islamismo, outros ao petróleo, pois se trata de uma região com a maior concentração de petróleo do mundo -

A Península Arábica produz 85% do petróleo do Oriente Médio, dos quais 65% extraídos pela Árabia Saudita. A região possui também 25% das reservas mundiais de gás – Dados: Oriente Médio – Uma região de conflitos OLIC, Nelson Bacic, Ed. Moderna.

A questão Islâmica, tem que ser feita uma ánalise muito cautelosa e a parte, por possuir divisões, e pontos de vistas muito diversificados.

Nelson Bacic Olic, atribui alguns fatores que contribuiram para a complexidade da região, dos quais concordo e os coloco para uma analise:

1 – O surgimento das superpotências: URSS e USA e a luta contínua para manter sua área de influência – Fator este que vemos claramente durante todo o período da Guerra Fria.

2 - O surgimento em 1948 do Estado de Israel.

3 – O surgimento dos movimentos de resistência organizado pelos árabes da Palestina – ex. OLP – Organização Livre Palestina

4 - O surgimento de uma nova “força” no contexto regional, pela revolução islâmica iraniana, que nasceu com a derrubada do Xá Mohamed Reza Pahlevi (1979).

Onde tudo começou....


Sempre me perguntei: Por que vivemos?, qual o real motivo de estarmos em um mundo onde quase ninguém se entende. Este questionamento sempre me acompanhou e tenho certeza que me acompanhara enquanto eu viver.

Quando comecei a ler e entender os conflitos internacionais que ocorreram no mundo, as grandes guerras, as civilizações, comecei a me identificar e me encontrar.

Ao ter meu primeiro contato com o tema: Oriente Médio, tudo começou a fazer mais sentido para mim, e foi ali que encontrei um dos motivos pelo qual eu vivo.

Hoje vivo para estudar e entender estes conflitos, o que os fazem ser tão vivos quanto há tantos anos atras, entender determinadas civilizações – civilizações essas no sentido de Samuel P. Huntingon – e tentar passar adiante tudo aquilo que aprender neste longo caminho.

Neste meu singelo trabalho é isso que farei, colocarei idéias, artigos interessantes, tudo que encontrar que possa auxiliar aqueles como eu são amantes da História e em específico do Oriente Médio e seus mistérios.

Lendo ao O Príncipe – Maquiavel; Coleção a Obra-prima de cada autor; Martin Claret, separei um trecho que me levou a uma boa reflexão e que podemos aplica-la ao contexto Oriente Médio:

“(...)Os príncipes precisam se acautelar contra duas coisas: uma, interna - seus súditos-; a outra, externa – as potências estrangeiras. Destas últimas poderão defender-se com boas armas e bons amigos – e sempre terão bons amigos se tiverem boas armas. A situação interna permanecerá tranquila se não for pertubada por conspirações, e se não houver agitações originadas fora do país. Se viverem e governarem como disse, mesmo que outros Estados pretendam atacá-los, permanecerão firmes, podendo resistir a todas as arremetidas(...)”pagina.111